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Não sei se foi sempre assim... ou se calhar, caí... hoje
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Comments: :: Domingo, Julho 04, 2004 ::

Fomos, sem dúvida, algo que não vou esquecer, nem a ti, nem a nós, nem à promessa de irmos ao fim do mundo.
E no entanto, talvez nem tenhamos chegado a ser.
Não vou apagar nada teu, nem isto, nem o que tenho de ti, porque já não me posso esquecer de ti.
Não vou dizer que estou chocada ou surpreendida porque é quase ¿fácil¿ adivinhar-se que seria assim.
Apesar de triste e inadmissível.
Mas não quero.
E tanto faz, porque não vai mudar nada.
Do alto do meu egoísmo quero que fiques, que esperes por mim ou pelo fim do mundo ou por alguma coisa que ainda te possa vir a valer.
Espera só até aí é o que me apetece dizer-te.
E é tão estúpido quanto inútil.
Sei que talvez já não vivesses e que prolongar isso seria.......
Mas quero-te cá prender pelas noites de castelos no ar e Jesus na sopa e doenças mentais e charros junto ao rio e fins de mundo hipotéticos e canções prá loirita e gelados azuis a escorrer e tu e eu a imaginarmo-nos sempre, sem saber onde e como.
Não, já não te posso esquecer, porque foi muito além disso.
Ainda tenho o teu livro.
Não vás já.
Não vás sequer.
Não quero que te despeças porque nem quero que partas.
E tudo isto é tão inútil.
Como tudo.
Como nós.
Não sei se sabes que te via, e te vejo, como alguém, o alguém, que estaria à minha espera do outro lado.
Não estou a falar de lados transcendentais de demónios e céus.
Quando decidisse morrer para o mundo por já estar morta por dentro, eu sabia que iria ter contigo.
Não sei como nem onde, mas tinha a certeza disso e de estares lá.
Agora dizes já não estar e isso quer dizer que já não posso fugir da minha vida.
Mas tu não eras, não és, só isso.
Eras o que eu queria escrever.
És o que eu penso e sinto em ponto grande.
Onde quer que vás, e ainda que não vás, vais continuar a chamar-me e eu hei-de querer fugir e saber que estás à minha espera.
E estás, onde for.
Deixo-te isto aqui porque não sei onde mais to deixar.
Espero que o leias.
Não nos vou dar publicidade e o que foi para mostrar escolheste-o tu.

Espero que fiques.

*g*


:: A. RITA 12:32 PM [+] ::
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Comments:

É feio dizer-se o que se é.
É feio achar que afinal há saída ou que posso ser eu, sem rodeios e floreados.
É mau.
É mau saber que te mostrei o meu avesso e que, para além de não fugires, ainda o percorreste minuciosamente, para mais tarde mo lembrares, sublinhares e lamentares o tempo perdido, as velas apagadas e todas as nuvens que contámos.
Porque afinal, eu sou apenas mais uma máscara deambulante que corre a vida encostada às paredes para não se ver o outro lado.
Fruto mau do mundo feio.

¿o homem começa a sentir o apelo incontrolavel da morte no dia em que deixa de representar¿

Tu ainda estás vivo, graciosamente a sorrir para mim do alto da tua auréola de bondade.

30-06-04


:: A. RITA 11:24 AM [+] ::
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Comments:

Acho mãos uma coisa importante.
E gosto das tuas. São bonitas e seguras.
Nunca transpiram o que as torna mais fortes-
Fazes-me sorrir e acreditar poder voltar a ter força para te segurar nas minhas mãos. Para conseguir escrever-te nas minhas linhas que quero cada vez mais fortes para te abraçar até te sentir em mim.
Para te sussurrar ao ouvido:
-Quero encontrar-te outra vez no caminho...

Não és uma tábua de salvação que me vai traçar um caminho, és apenas algo que me vai fazendo querer caminhar.

25-06-04
:: A. RITA 11:24 AM [+] ::
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