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:: Segunda-feira, Janeiro 26, 2004 ::
- Epa mas tu não tens vida própria?
- Não, desde que tu ma tiraste. E eu agradeço-te por isso.
:: A. RITA 11:39 PM [+] ::
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Monólogos de um Guardanapo
Como estivesses bêbeda, esqueceste toda a 6ª feira.
Foi-te mais fácil superar a manhã e tudo o que dela advinha.
A noite, fizeste por magoá-la, cortá-la, esconder o sangue e engoli-la.
E depois, esqueceste-a
Agora olhas-me como se de facto fosse eu quem sabe demais, quem sabe do que nunca existiu.
Fazes por te concentrar no papel que tens à frente da cara, como seja eu também uma invenção.
Mas afinal não sonhei, foi mesmo assim.
Sonho agora que a noite me acordou de confissões inconfessáveis e me disse o que pensava. O que a noite pensava, ela!
E eu, dissolvo-me no que ela pensa e já me esqueço do que pensava conhecer.
Mais uma vez fico vazia de mim, só contigo cá dentro, esta noite. Só.
Obrigado pela sua visita, volte sempre!
:: A. RITA 11:29 PM [+] ::
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As minhas mãos estão mortas, coladas.
Perderam toda a magia.
E o lápis não compreende e vai desenhando traços equívocos como tudo o que está habituado a escrever com as minhas mãos.
Mas hoje não são elas as minhas mãos.
Se olhar para o espelho, merda, não é a mim que vou ver.
Ou se calhar sou mas não queria ser.
Pois, é melhor não olhar, não ver, não cortar, não magoar, não ser.
Então, hoje não-sou.
:: A. RITA 11:27 PM [+] ::
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:: Sábado, Janeiro 24, 2004 ::
Quando se brinca com sonhos é o que dá.
- e tu és filho de alguém importante?
- nao, nao vou vomitar aqui... ok, vou
:: A. RITA 3:57 PM [+] ::
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:: Quinta-feira, Janeiro 22, 2004 ::
- Pedras rolantes, esses estilhaços de osso k nao sao mais k fracos solfejos do respirar
- Pedras rolantes- esses solesticios de um paradigma infernal do anéstesia da alma
:: A. RITA 10:58 PM [+] ::
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:: Sábado, Janeiro 17, 2004 ::
Ainda me alteras os passos se te vejo passar...(...)
Ainda me fazes pensar, quase achar que te amo,
Quase achar que o destino se enganou no caminho.
Esperar que me toques é vício que adoro
e que me faz pensar.
Foi mais um sol que nasceu, mais uma vez igual
Mais uma vez contigo esquecemos o mal que nos fizemos aos dois (...)
Só não te quero ver chorar por ti
Só não te quero ver olhar para trás - para nós...
O Teu Mundo - Toranja
:: A. RITA 1:39 AM [+] ::
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Se a apatia se pode traduzir em estados de alma, momentaneos ou não, então de facto ela está cá.
As estrelas não existiriam, sendo apenas mais uma e outra noite.
As estrelas não existem, é apenas mais uma e outra noite.
Pode ser apelativo sobrepor a apatia ou elegê-la, fugir ou suprimir o que nos rodeia.
Mas por vezes, ficar virada para dentro torna-se bem mais difícil, confuso.
Ou se por outro lado ela se traduz em falta de paixão ¿ em falta de paixões...
Aí apela-se à adrenalina, a outro tipo de confusão e de loucura.
Se ainda assim não se consegue despertar, então talvez se abra a porta à verdadeira loucura...
Ou espera-se que entre...
(algures em 2003)
:: A. RITA 1:33 AM [+] ::
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o ¿i¿ rodopia por entre tons de azul e vermelho.
Por baixo estão marcadas as horas que são o tempo de todos nós.
As rugas aparecem-lhe na testa mesmo insistindo em pôr o relógio de lado. Escorrem-lhe submissas gotas pela fronte, denunciantes insolentes de uma agitação sufocada na gravata.
Transparece um sorriso sabedor e umas mãos explicativas do futuro, cheias de sonhos e de cores que vão mostrando ao mundo o que está mal.
E o mundo, sem sorrisos sabedores ou mãos cheias de cores, desliga-se da esperança e apaga a televisão.
23-11-03
:: A. RITA 1:32 AM [+] ::
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:: Terça-feira, Janeiro 13, 2004 ::
Aquela linha só e o meu futuro desenha-se à minha frente, e sorri-me, escondido entre os passos.
A linha já se desvanesceu e nasce antes um rio pegajoso que me ata ao chão enquanto rodopio sem norte.
O nariz frio corre todas as curvas, inspira-se em cheiros sem perfume e encosta-se às sombras.
De repente a vida volta, e durante a noite morrem pela espada dezenas de amigos, que de manhã não consigo recordar.
:: A. RITA 2:38 AM [+] ::
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Dear Darlin,
Your mom, my friend
Left a message on my machine
She was frantic
Saying you were talking crazy.
That you wanted to do away with yourself.
Guess she thought I would be the perfect resort
Because we've had this inexplicable connection since our youth
And yes, they're in shock
They are panicked
You and your chronic
Them and their drama
You this embarassment
Us in the middle of this delusion.
If we were our bodies,
If we were our futures,
If we were our defenses,
I'd be joining you.
If we were our culture,
If we were our leaders,
If we were our denials,
I'd be joining you.
I remember vividly a day years ago,
We were camping.
You knew more than you thought you should know.
You said "I don't want ever to be brainwashed"
And you were mindboggling, you were intense.
You were uncomfortable in your own skin.
You were thirsty,
But mostly you were beautiful.
If we were our nametags,
If we were our rejections,
If we were our outcomes,
I'd be joining you.
If we were our indignities,
If we were our successes,
If we were our emotions,
I'd be joining you.
You and I, we're like four year olds.
We want to know why, and how come about everything.
We want to reveal ourselves at will, and speak our minds.
And never talk small talk and be intuitive,
And question mightily, and find God my tortured beacon.
We need to find like-minded companions.
If we were their condemnations,
If we were their projections,
If we were our paranoias, I'd be joining you.
If we were our incomes,
If we were our obsessions,
If we were our afflictions, I'd be joining you.
We need a reflection,
We need a really good memory.
Feel free to call me a little more often.
Joining You -> Alanis Morissette
:: A. RITA 1:56 AM [+] ::
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"Queres-me, tens um certo prazer e satisfação em ser amada e idolatrada cegamente como sabes que és - mas amar tu! oh! Não amas; o que merece o nome de amor, não o tens."
A. Garrett
:: A. RITA 1:53 AM [+] ::
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