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:: Terça-feira, Dezembro 30, 2003 ::
- Ah mas assim pelo menos já consegui que ficasse tudo muito mais claro, já percebo algumas atitudes pelo menos, já imagino porque é que afinal não quero nada e nenhum tipo de tudo, já percebi porque não me apetece nada que possa vir a imaginar. É que quando já se teve o melhor, o nosso ideal de melhor, o resto deixa de ter qualquer gosto que interesse... e nao sei, parece que depois nao vale a pena procurar em mais lado nenhum, poruqe já sabemos onde está, não podemos é ir lá ter mais vez nenhuma...
:: A. RITA 12:33 AM [+] ::
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:: Quinta-feira, Dezembro 25, 2003 ::
Partiu na madrugada,
Sem se deixar fazer canção.
De mão aberta se fez à estrada,
Traçando sonhos pelo chão.
"Nesta cidade faz sempre frio"
Disse o taxista que a apanhou,
Sem reparar no olhar vazio
E no corpo que o habitou.
Da janela vê-se
Um lugar bem melhor.
Esta casa,
Esta esquina,
Ou seja onde fôr.
"Tenho que parar"- pensou,
E tentou não dormir.
Porque tudo o que queres
É alguém para amar.
Uma sombra,
Um chão devagar.
E tudo o que tens
É um nada a perder.
Um segredo,
Mais uma noite a vencer.
O silêncio louco da cidade
Apanhou-a desprevenida.
Entrou num bar em tons de roxo
E no azul de uma bebida.
Atravessou o rio
Uma última vez,
Pela ponte inexistente.
Foi encontrada junto ao cais,
Vestindo uma nudez diferente.
Agora já tens tempo
Para rir das estrelas,
Como gostavas
E fazias com elas.
E nos cinemas,
Era a tua voz no ecrã.
Uma bandeira,
Uma maneira
De beijares a manhã.
Porque tudo o que queres
É alguém para amar.
Uma sombra,
Um chão devagar.
E tudo o que tens
É um nada a perder.
Um segredo,
Mais uma noite a vencer.
Mais uma noite a vencer - Pedro Abrunhosa
:: A. RITA 8:48 PM [+] ::
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:: Quarta-feira, Dezembro 17, 2003 ::
Já pensaste em dizer-me porque é que a Lua é tão mais importante que olhar para os meus olhos?
Ou é deles que te escondes?
:: A. RITA 11:35 PM [+] ::
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:: Segunda-feira, Dezembro 15, 2003 ::
E aquela canção francesa da Celine Dion....
:: A. RITA 11:43 PM [+] ::
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:: Sábado, Dezembro 13, 2003 ::
Porque é que já não somos o dantes?
Quando o que nos rodeia parece não sentir o peso do tempo, e os dias em que caímos e voamos passam firmes e inúteis como sempre passaram.
Se o que nos serve de fundo é um branco cheio de tudos feitos de ar, elevados aos castelos de algodão que um dias nos foi doce.
Com a tua cara a desaparecer e eu a acordar debaixo de pesos impossíveis sem conseguir respirar e tossir a água dos pulmões, aí pareces o único caminho.
Sempre os sonhos vazios de ti, e as folhas dantes tão eloquentemente preenchidas de cima a baixo, são hoje límpidas e transparentes como a manhã... cheias de nada, sem sol, sem chuva. Só aquele cheiro de estar num infinito vácuo, numa inexplicável inexistência, num não ser que só é, por hábito.
E olhas para à espera que te diga alguma coisa, mas eu não digo.
Transformo-me em parede e espero que desapareças, porque há muito que não estás aí.
9-12-03
:: A. RITA 10:44 AM [+] ::
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:: Sexta-feira, Dezembro 05, 2003 ::
Foi uma boa história aquela.
Apesar de não ter sido uma história de "amor". Foi uma história de amor sem amor...
Foi algo diferente, bom, que me transformou.
Não me transformou no sentido de me mudar, transformou-me por me tornar mais perto de mim.
Aliás, foi o tempo em que estive mais perto de mim, do meu "eu", do meu outro eu - literalmente.
Não foi uma história de amor.
Foi uma história só feita de coisas boas. E de prazer.
Daquele prazer como o de comer chocolate ou cerelac.
01-12-03
:: A. RITA 6:06 PM [+] ::
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